Notas
Há 19 horas
fuck reblog
(via / originally)
“E ela poderia ser facilmente comparada à uma granada. Frágil - à qualquer movimento errado, era destruída. Um toque, mil sensações e sentimentos. Brutal - quando era arruinada, explodia de verdade. E chorava, e berrava, e seu mundo acabava - com uma única diferença: ninguém notava. Destruidora - assassinava os assassinos. Acabava com tudo que tocava, mesmo sem querer, mesmo sem poder. Mas no final, ela sempre acabava morta, destruída, arruinada. Como uma granada.
Notas
Há 19 horas
fuck reblog
(via / originally)
“Ele dizia que gostava de mim. Gostava do jeito como eu ria, toda boba. Gostava do modo como eu segurava a caneca pra tomar meu chocolate quente - com as duas mãos, bem firme pra não deixar cair. Gostava de quando eu cantava e desafinava propositalmente. Gostava de quando eu desafinava sem querer também. Ele gostava da minha voz. Gostava do meu abraço - “parece um urso”, eu me lembro dele o dizendo. Gostava de quando eu encostava a minha cabeça em seu ombro e ficava ali, quietinha, só sentindo sua respiração. Gostava de quando me deitava em seu colo, ou quando eu encostava sua cabeça em meu peito só pra fazê-lo sentir meus batimentos, e mostrar pra ele o quanto eu estava feliz, e o amava. Ele gostava do meu amor. Gostava de ser amado - afinal, quem não gosta? Gostava de quando eu fazia sucos das coisas mais exóticas do mundo, tipo inhame e couve. Amava meus sucos estranhos. Amava meu jeito todo estranho. Ele gostava de quando eu aparecia com uma panela de brigadeiro, e, logo depois de devorá-la todinha, ficava me culpando por ter engordado nos últimos minutos. Gostava de me dar atenção. Gostava dos meus filmes bestas, gostava das minhas fitas de vídeo cassete caseiras. Gostava de ver minhas fotos da minha época de criança, e gostava de ouvir minhas histórias. Lembro-me do quando ele se importava comigo. Gostava de tocar violão, assim, só pra mim. Ele gostava do meu cheiro - nossos abraços eram longos enquanto ele sugava o máximo do meu perfume que podia. Ele gostava do meu riso, da minha voz, das minhas músicas, dos meus filmes, das minhas histórias, do meu jeito, do meu cheiro. E eu também gostava dele - mais do que se pode imaginar, mais do que é seguro gostar de alguém. Mas havia uma pequena diferença - eu gostava dele assim, à toa, sem nenhuma razão ou virtude. Só por ele ser ele. Só por ele ser meu.
Notas
Há 19 horas
fuck reblog
(via / originally)
“E agora você tá aí. Cheio de marra, tirando onda, fingindo estar feliz sem mim. Mas isso é só por enquanto, meu bem. Quando o seu mundo desmoronar será lamentável sua falta de companhia pra sustentá-lo. E aí a gente vai ver quem vai rir. Porque você vai perceber que me sufocou, me bagunçou, me desfocou e me obrigou à ir embora. E o muleque cheio de marra vai perceber que não foi homem o suficiente praquela garotinha qualquer.